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Lei Exige Cardápio Com Valor Calórico - 22/10/2015

   "Restaurantes, bares, lanchonetes e similares do Paraná poderão ter que informar, no cardápio, o valor calórico dos alimentos, que servem, além da presença ou não de lactose ou glúten. É o que dispõe o projeto de lei de autoria do deputado estadual Pastor Edson Praczyk (PRB), aprovado na Assembléia Legislativa, que seguiu para sanção ou não do governador Beto Richa (PSDB).
   Pelo projeto, os estabelecimentos que comercializam produtos prontos para consumo imediato terão que se adequar. Os valores terão que ser aferidos por um nutricionista. Os produtos vendidos em porções deverão ter as informaçõs, a partir de medida caseira definidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
   Se for sancionada, os comerciantes terão 180 dias, a partir da publicação para se adequarem. Após esse prazo, as infrações serão penalizadas com multas no valor de 80 Unidades Padrão Fiscal do Paraná (UFP-PR), que atualmente custa R$71,72, o que significa que uma multa custaria ao empresário R$5,7 mil.
   Para Marcelo Reis de Souza, membro do Núcleo Setorial de Restaurantes da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), a adequaçaõ não é fácil, "mas é possível". Na avaliação dele, as informações são importantes. "Mas os consumidores terão que fazer as contas. Imagine se sentar à mesa e ter que fazer os cálculos?", opina. Ele destaca que hoje, Maringá reúne mais de 200 restaurantes. "No nosso caso, temos uma nutricionista. Agora, como o microempresário vai fazer?", questiona.
   A nutricionista Ana Paula Souza diz que essas informaçõs são importantes. "Percebemos que há, cada vez mais, pessoas intolerantes à lactose ou alérgicas ao glúten", ressalta. Esses dois elementos estão presentes na maioria dos alimentos. A lactose, no leite usado em pãoes, cremes, bolos, entre outros. O glúten, no trigo. "Com as informaçõs, as pessoas saberão o que consomem. Penso que a medida ajuda muito, até para os empresários do ramo, que poderão ofertar pratos específicos para esse público", destaca.
    Ana Paula também cita a questão da obesidade para justificar a necessidade da medida. "Sabendo a quantidade de calorias que contêm os alimentos, as pessoas pensarão um pouco antes de consumir. Será educativo. A maioria das pessoas, por exemplo, não sabem que a carne, principalmente, a bovina, é supercalórica", ilustra.
   Para Miguel Shoji Tanabe, proprietário de um restaurante self-service em Maringá, tudo depende da realidade do estabelecimento e a lei deve ser atendida. "No nosso caso, oferecemos cerca de 200 pratos", declara. Ele acrescenta que uma nutricionista elabora o cardápio servido para os clientes dele."

Texto publicado por Vanda Munhoz em 09 de junho de 2013, pelo O Diário do Norte do Paraná.